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Situação das doenças da soja na safra 2017-18 no RS

UPL
23 de abril de 2018

Carlos A. Forcelini, Universidade de Passo Fundo – Integrante Eagle Team

A cultura da soja está em pleno desenvolvimento nas lavouras gaúchas e um assunto que sempre preocupa os produtores é a questão das doenças, especialmente a ferrugem asiática. Ambas, a soja e a ferrugem, são influenciadas pela condição do clima, e este foi bem variável até agora. Tivemos os primeiros focos da doença nas lavouras comerciais mais cedo nesta safra 2017-18 (início de dezembro), na comparação com 2016-17 (início de janeiro). Quando isso acontece, normalmente a ferrugem atinge intensidade final maior, pois tem mais tempo para desenvolver. Contudo, o mês de dezembro apresentou menor ocorrência de chuvas (aproximadamente 50% do normal), o que reduziu o desenvolvimento da soja e da doença. O retorno das chuvas no final de dezembro, e especialmente, agora em janeiro, permitiu à soja uma recuperação muito boa, projetando um cenário de alto potencial produtivo. A condição climática também está muito favorável à ferrugem (chuvas frequentes e temperatura média acima de 20 oC), no entanto, a doença está “aparentemente calma”, ou seja, não tem sido encontrada nas lavouras comerciais. Isso se explica por dois motivos, o aumento rápido da área foliar da soja, que esconde o problema (fica difícil encontrar os sintomas), e o bom manejo com fungicidas realizado pelos produtores. A partir do final deste mês de janeiro, com a estabilização do crescimento da soja e o gradativo aumento dos sintomas, a ferrugem será mais percebida a campo. Assim aconteceu em anos anteriores e a ferrugem trouxe problemas na fase final da cultura, especialmente nas semeaduras mais tardias. O principal cuidado, portanto, é manter a atenção à lavoura, com um programa seguro de tratamentos. Este inclui intervalos entre aplicações de, no máximo, 15 dias, a utilização do reforço com multissítio em todos os tratamentos restantes, e a aplicação com qualidade. Os principais multissítios disponíveis são o mancozebe (Unizeb Gold), o clorotalonil e os cúpricos. Produtores e técnicos devem atentar para o uso destes produtos, pois há, no mercado, vários outros produtos sendo divulgados como multissítios, mas que não possuem estas características, ou não foram avaliados e validados pela pesquisa. Com o agravamento da resistência aos fungicidas específicos, os multissítios são fundamentais ao controle da ferrugem e à produtividade da soja, por isso utilize somente os produtos com eficiência comprovada.

SOBRE A UPL
A indiana UPL é uma empresa global que traz soluções inovadoras e sustentáveis em proteção de cultivos para o agricultor. Fundada em 1969, a companhia atua hoje em mais de 86 países com 28 fábricas que desenvolvem, fabricam, formulam e comercializam produtos da mais alta qualidade, segurança e tecnologia. No Brasil, com 11 anos de atuação, a empresa está entre as maiores do segmento com faturamento global de mais de US$ 2 bilhões e ações na Bolsa de Mumbai. A indiana conta com fábrica e estação experimental em Ituverava-SP e foi eleita por dois anos consecutivos como a melhor empresa para se trabalhar pela Great Place to Work® em parceria com a Revista Época. Por meio de seu trabalho com produtores e pesquisadores para encontrar soluções mais eficientes para campo e através de novas formulações e produtos, equipe especializada e expansão de portfólio, conta com forte presença nos mercados de soja, milho, cana-de-açúcar, arroz, café, feijão, citros, algodão, pastagem e hortifrúti.

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