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Manejo do complexo de doenças da soja e alto rendimento

UPL
4 de janeiro de 2019

Gerente de Inovação e Desenvolvimento da UPL fala sobre a importância de não perder de vista outras doenças além da Ferrugem na soja

Com o plantio da soja já encerrado e com uma previsão de que a produção na safra 2018/2019 chegue a 120 milhões no Brasil, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento – Conab, os cuidados se redobram por alguns motivos, como por exemplo, o excesso de chuvas por um período marcado pelo El Ninõ, que se visto pelo lado da produção é positivo ao produtor, mas acaba aumentando a pressão de doenças como a Ferrugem Asiática e as conhecidas doenças de final de ciclo. “Apesar de serem chamadas de doenças de final de ciclo, elas podem começar ainda na fase vegetativa. O que ocorre normalmente é a infecção inicial com as plantas jovens, mas o desenvolvimento mais agressivo é normalmente notado pelo produtor após o florescimento”, explica a Gerente de Inovação e Desenvolvimento da UPL, Flávia Megda. Afinal, doenças como estas podem causar problemas no desenvolvimento e enchimento dos grãos como é o caso da Septoria glycines que pode iniciar a infecção apenas duas semanas após a emergência nas folhas do baixeiro da planta.

O complexo de doenças da soja conta com algumas doenças de início e final de ciclo que podem causar danos significativos a plantação podendo levar a grandes perdas de produtividade como é o caso das Cercospora kikuchii, Septoria glycines e a Mancha alvo (Corynespora cassiicola) que são doenças de final de ciclo. “Mas, ainda temos outras doenças que atacam a soja de maneira significativa, como o Oídio (Microsphaera diffusa), antracnose (Colletotrichum truncatum), mofo branco (Sclerotinia sclerotiorum), mela (Rhizoctonia solani AG1), entre outras de menor importância econômica”, conta Flávia.

Além delas, a Ferrugem Asiática é a doença que causa maior impacto e deve ser manejada corretamente e manter o respeito ao vazio sanitário e a época de plantio, bem como o uso de fungicidas corretos podem ajudar, mas sem se esquecer das demais doenças que também podem reduzir o potencial da soja, como explica Flávia: “Com certeza a ferrugem, tem o maior potencial destrutivo, o que não significa que não se deve controlar adequadamente as demais doenças, pois de acordo com a variedade, época de plantio e condições climáticas, pode-se ter perdas na ordem de 15-20% com as demais doenças e sem considerar a Ferrugem”.
E por isso, observação e monitoramento da lavoura são importantes para identificar corretamente e, de forma precoce, o aparecimento de outras doenças além da Ferrugem e manejar de forma adequada. “Há muitas regiões que conseguem plantar a soja mais cedo e, portanto, escapam da Ferrugem; e por isso é importante notar que hoje, temos regiões em que as doenças de final de ciclo são consideradas como o fator determinante tanto para a seleção do fungicida a ser usado, como para a época de aplicação”, orienta Flávia Megda.

Os conselhos para produtores que estão plantando soja, para os que já plantaram e para os que ainda vão plantar são: sempre considerar as estratégias de manejo integrado de doenças, que envolve diversos fatores, como rotação de culturas, pois várias doenças sobrevivem em restos culturais de diversas culturas, escolhas de variedades resistentes ou tolerantes, adequar a época de plantio para a região, manter uma população de plantas adequada, fazer uso de sementes sadias, realizar o tratamento de sementes com fungicidas, e realizar o correto manejo de fungicidas. “Quando falamos em manejo correto de fungicidas, deve-se levar em consideração o espectro de ação, tanto pensando na Ferrugem quanto para outras doenças. A rotação dos ativos com diferentes modos de ação e espectro de controle, e o uso de fungicidas multissítio, que além do controle de doenças, visa prevenir o aparecimento da resistência do fungo a fungicidas”, explica Flávia. Outros fatores também podem ser determinantes e afetar o sucesso da estratégia.

SOBRE A UPL

A UPL, uma empresa indiana que traz soluções inovadoras e sustentáveis em proteção de cultivos para o agricultor. Fundada em 1969, a companhia atua hoje em mais de 124 países com 28 fábricas que desenvolvem e comercializam produtos da mais alta qualidade, segurança e tecnologia. No Brasil, onde atua desde 2006, conta com fábrica e estação experimental em Ituverava-SP e, foi eleita por dois anos consecutivos como uma das melhores empresas para se trabalhar pela Great Place to Work®. Por seu trabalho com produtores e pesquisadores para encontrar soluções mais eficientes para campo e através de novas formulações e produtos, equipe especializada e expansão de portfólio, a empresa conta com forte presença nos mercados de soja, milho, cana-de-açúcar, arroz, café, feijão, citros, algodão, pastagem e hortifrúti.

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